terça-feira, 5 de abril de 2011

colibri



Peguei carona na cauda

do cometa que passava

numa alegria graúda

da estrela que brilhava

vagando os olhos se perdem

no imenso céu azul

nos mil delírios que dizem:

-Estás perto de Istambul!

Aquela Lua amarela

pendurada tão sozinha

verso palavra ardida

no prato pimenta Rainha

tenho sede da tua boca

saudade que não vivi

sangue vinho que brota

das asas do colibri

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