quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cunhã




Catei uma estrela cadente 
no meio dos teus cabelos 
comi com sabor de infante 
desejo do meio do dia 
cantei suave no ouvido 
uma toada dolente 
prá surpreender alma e corpo 
com meu poema indecente 
peguei no ar tua dúvida
deitei no leito do rio 
prá correnteza dos gozos 
lavar os teus medos vadios
No centro da mata espessa 
encontrei num raio de sol

forte olho verde água 
banho igarapé me sacia 
mirar encanto delícia 
doce melado lambe 
amora amada seios 
vermelho-pitanga dengosa 
Suco de manga

Delírio

molha na sanga
meu sonho

Me ensinas teus teares de aranha
eu te ensino a me amar
Aí te mostro os ideogramas
e tu revela uns segredos de mulher
Penas de papagaio como vestes
brincos de penas de pavão
Fazer o novo país
criar os novos deuses na Terra
Sentada nas minhas coxas rindo
vendo o dia vermelho
No por de sol indo
Apaixonada por si pelo tempo
que demora

como beijo molhado