Por aí, saí, prá matar vontade, prá matar saudade, prá comprar cigarros, prá rever Valéria numa esquina da praia do Santinho, menino água clara, santodaime do norte na ilha, magia e arte neocultural!
Saí com meu bando, procurando o canto de qualquer lagoa, por aí brincando de exploradores do inventário, falei pro dono do dromedário, minha próxima fantasia do Carnaval!
Saí, por aí, prá comprar tomate, me fazer em parte, um bom suco de uvas, esqueci das luvas, mas o sol já esquentou, uma cabeça de alho, mas fica de olho no novo sentido, nas novas meninas, inglesas que já falam oi oi oi
Por aí, saí, não deixei recado, fui comer ostras, em Santo Antonio, com o Zé do Engenho, depois de tomar banho de cachoeira, bárbaros queridos, criativos, saí prá fazer folia, saudar o sol do meu dia, como estão Irene e Maria?
Saí por aí pulando nas pedras que separam Açores da Solidão, prá esquecer da tristeza, prá ter a leveza, gentileza do povo do Sul, misturar lágrimas e céu azul mar, antes de voltar as costas pro Pântano e de tudo esquecer...
Saí, então, sem rumo certo, sem teu conforto, ou declaração, partir a Lua em quatro, quadrante de Rio Vermelho, o brilho noturno dos pinheirais, sonho real, que me levava até a trilha do Moçambique, talvez peço que fiques aqui no alto do morro, até amanhecer...