quinta-feira, 20 de março de 2025

Perfumadas




 Só no peito

Dos amigos

Pulsa a cidade

Lugar libertário

Andamos nus

Rimos

Esquecemos

Grudados na memória

Vão os momentos

Fluxos  encontros

Imaginários oníricos

Porém despertos

Sem relógios ou âncoras

Flutuamos soltos


Corremos na terra

Nuvens ciganas

Perfumadas

Perfuradas

De setas e venenos


Embebido

no verde 

Azul

Negro

Dos brilhos

Dos teus olhos d'água



Príncipe das marés






Quando fui mimbora

saí olhei um céu bronze 

Caí em mim

Brotei em ti

E chorei

Nada de saudade

Nado além da arrebentação

Uma sereia veio

Me beijou

Caí da cama

Rolei na areia

Na maré vazante

Era lua cheia

Axés sorte 

Meu barco desce

Da boca do rio

No delta pro mar

quarta-feira, 19 de março de 2025

Último dia do verão




Bombas voltam a cair

Morri sim

Nos teus braços

Sim passei do ponto

De acordar do sonho

Dentro do sonho

No corredor do bar

Da filosofia

Dentro da banheira vazia

Teus olhos revirados

Dizem:

_ Porque mentes pra mim?