Sou Pierrot
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
Ode à mascarada
Vem, louca...
te amo
Sou teu
Otelo
És minha,
Desdêmona...
.
troquemos o fim trágico,
pelo começo cômico...
trepa comigo...
no sótão do engenho
ao sabor dos ventos da ilha...
ao sol...
janelas abertas...
.
ao som do mar
Santinho...
.
estrangulo teus medos
depois de traíres teus desejos...
lavarei teus pés sujos
com saliva
serei teu Bardo...
És Rainha...
.
sem pudores...
..
sem máscaras...
sem calcinha...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Menina dos olhos
Entro na sala
chego de viagem
subi a Serra
prá te encontrar
voce deitada no chão
enroscada
medo e depre
como uma gata
selvagem
ao sol
tentando se aquecer
linda e triste
quis te aninhar
te pegar nos braços
te erguer
hoje
estás toda
em meu corpo
pés cabelos
peitos e mãos
pernas, língua
voz
da menina
dos meus olhos
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Elegia
- Dança de fogo, prazer e mortede transmutação, de indignação, de sortede celebração, alegria e amordança de tesão, conquista e seduçãodança dos astros, indiferentes à nós, arrogantes seres mortais...dança de crianças, de velhos senisde virgens e putasmendigos e desvalidosdança da noite até a manhã do novo tempo,que já raioudancemos pelos entes, pelos antros, pelos vãospartilhemos nossa dançanessa música ouvida além dos éonsdancemos nos parquesao redor das fogueirasnas ruas e ruínasdos palácios dos antigos reisnas favelas, nos becos, nas vielas,nos templos e escolasem cima e embaixo das mesasno queijinho (também...)na dança das cadeiras, nos folguedos de rodana Lua, na Nasa, na brasa da boca do Dragão,nas clareiras das matas, num voo de balãono brilho dos olhos de Parvatino pulsar apaixonadodo teu coraçãodos Himalaiasao Sertãodancemos sem sapatosna lamana camana gramanos teuse nos meus sonhosdança, Sri Shiva,a Dança Cósmica!concede-me a honra desta dança...faz-nos merecedores das dádivasdo tempo que já é!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Por aí
Por aí, saí, prá matar vontade, prá matar saudade, prá comprar cigarros, prá rever Valéria numa esquina da praia do Santinho, menino água clara, santodaime do norte na ilha, magia e arte neocultural!
Saí com meu bando, procurando o canto de qualquer lagoa, por aí brincando de exploradores do inventário, falei pro dono do dromedário, minha próxima fantasia do Carnaval!
Saí, por aí, prá comprar tomate, me fazer em parte, um bom suco de uvas, esqueci das luvas, mas o sol já esquentou, uma cabeça de alho, mas fica de olho no novo sentido, nas novas meninas, inglesas que já falam oi oi oi
Por aí, saí, não deixei recado, fui comer ostras, em Santo Antonio, com o Zé do Engenho, depois de tomar banho de cachoeira, bárbaros queridos, criativos, saí prá fazer folia, saudar o sol do meu dia, como estão Irene e Maria?
Saí por aí pulando nas pedras que separam Açores da Solidão, prá esquecer da tristeza, prá ter a leveza, gentileza do povo do Sul, misturar lágrimas e céu azul mar, antes de voltar as costas pro Pântano e de tudo esquecer...
Saí, então, sem rumo certo, sem teu conforto, ou declaração, partir a Lua em quatro, quadrante de Rio Vermelho, o brilho noturno dos pinheirais, sonho real, que me levava até a trilha do Moçambique, talvez peço que fiques aqui no alto do morro, até amanhecer...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Verniz
Sim
aprendi
no silencio
(ainda ouço
os pássaros
na madrugada)
nada esperar
ninguém
além da luz
cruel
inclemente
do sol
desejo
natural
e só
apaixonado
(ins)pirado
desesperado
teus seios nus
nas minhas
mãos quentes
aprendi
no silencio
(ainda ouço
os pássaros
na madrugada)
nada esperar
ninguém
além da luz
cruel
inclemente
do sol
desejo
natural
e só
apaixonado
(ins)pirado
desesperado
teus seios nus
nas minhas
mãos quentes
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Maré de Vazão
Ande e venha
me encontrar no por do sol
um dia do inverno vindouro
quiçás antes do alvorecer
da tua nova vida
teu novo ninho
tuas novas asas
me encontrar no por do sol
um dia do inverno vindouro
quiçás antes do alvorecer
da tua nova vida
teu novo ninho
tuas novas asas
sê projétil e gatilho
pólvora e explosão
alvo e ação
o desejo a forma
o conteúdo a amplidão
corajosa e ousada
criativa criadora criação
musa e alquimia clareza calma maré de vazão
na esquina do destino
quero te ver
manifestada
com o poder nas palavras
e a arma da consciencia ainda quente na mão
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Sophrosyne
vê o novo escondido na escuridão que avança em seus pensamentos
sente o vento que lhe remexe as idéias e cabelos lembra dos momentos que ainda não viveu
decide que mudará a cor das vitórias os móveis dos comodos incertezas por "sou"
sua alma livre deseja agora e sempre espera pouco pois antecipa sem anseios
reúne suas intuições e revela-se apenas para o segredo das horas gloriosas faz-se admirável admirada cativante imprevisível
suas duas esmeraldas atrás das lentes atentam para as minhas palavras que vão como o perfume da manhã de outono que ainda hj vivi e tocam seus espelhos e enevoam minhas maluquices de poeta
Sophrosyne semeia delicadezas cuida e rega os sonhos poda o inculto rege seu destino com destreza e precisão
conduz os caminhos e estrelas asteróides e afetos é luz e silêncio
terça-feira, 11 de junho de 2013
Inner light ( Imortais)
Tenho me pego surpreso
com essa face (recente)
do silêncio...
Será a Paz interna?
Luminosidade e espanto
casal moderno,
trocam beijos ardorosos
eu e tu
nos meus sonhos és toda rosada
Mozart e Bach
riem
do meu assombro
enquanto chapinham
nas poças d'água
depois do Tempo
lá
com essa face (recente)
do silêncio...
Será a Paz interna?
Luminosidade e espanto
casal moderno,
trocam beijos ardorosos
eu e tu
nos meus sonhos és toda rosada
Mozart e Bach
riem
do meu assombro
enquanto chapinham
nas poças d'água
depois do Tempo
lá
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Duvidas?
No que me manifeste:
Qual clima me insiro?
Qual tempo me move?
Que emoção me vence?
Quais medos me tomam?
Quais belezas me incitam?
Que estética me surpreende?
Que venenos me deliciam?
Que ira me alucina?
Quem virá a seguir.
Qual clima me insiro?
Qual tempo me move?
Que emoção me vence?
Quais medos me tomam?
Quais belezas me incitam?
Que silêncios me perturbam?
Que estética me surpreende?
Que venenos me deliciam?
Que ira me alucina?
Que novidade me enoja?
Que resposta ainda espero?
Quem virá a seguir.
..
e disparará o tiro de misericórdia?
e disparará o tiro de misericórdia?
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Sol Negro
Liberta-te
de mim
de ti
livra-te
logo
pois a longa noite não tarda a chegar
anda
vai sem olhar para trás
e não pises em tua sombra...
jamais!
Libera-me
salva-me de mim
de nós
do sol negro!
de mim
de ti
livra-te
logo
pois a longa noite não tarda a chegar
anda
vai sem olhar para trás
e não pises em tua sombra...
jamais!
Libera-me
salva-me de mim
de nós
do sol negro!
Livro me
Abro as páginas
vasculho
com carinho
as folhas
leio
os sinais
que teu corpo
me diz
perco no labirinto
do hipertexto
digito letra por letra
olhos nus
palmeio
o novo parágrafo
surpreendo-me
no roteiro
exato
tateio
a sequencia
criativa
rítmica
variantes do estilo
técnica
e paixão
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Olhos Vãos
Como sonho
teus olhos vãos
desvairados
farejadores
dois labradores
bem longe dos meus
por aís
visões
de raio X
vadias
em romaria
peitos nus
tranca rua
domingo de Lua
desafias minhas taras
esfregas
na minha cara
de otário
Como rock
quebra guitarras
no palco
incêndio
fluídos
em jatos
os quadris suingam
ensandecidos
ágeis
frenéticos e tal
epilético
James Brown
queima teu sol
James Marshall
meu casaco de General
Out of the time
So
I came
from the stars
directly
straight
between
your arms
only
to your soul
I exist here
yes
I can
feel the whisper
your tenderly breath
call from the galaxies
strongest music
played to dance
my body need
your heat embrace
so
here
we are
Sound and Vision
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