terça-feira, 29 de agosto de 2023

Pindorama (Paraíso Selvagem)

 


Despido de egos

Saio de mim

sala vazia

Da casa no céu 

olhas com espanto

Aura brilhante

Nua também

Será nosso gozo

Trama constante

Acesa vibrante?

Na Pindorama

Entro me perco

Inteiro na selva

Paradisíaca

Dos teus mistérios

Lamparina

Então 

Desperto

Gota de óleo quente

lambendo a pele

lamparina avisa

Sou teu

Amante alado

Mitológico

Livre 

sob cadenas

Mortal na tua cama

Preso no sonho cenas

Olho que decifra

susto destino rito

Eros no divã medita

Psi que chora 

Bela e só

Seta envenenada


desilusão




terça-feira, 22 de agosto de 2023

Todo Poder emana


Sim

Nada espero

Além

Todo sonho 

Acaba em realidade

Desfaz 

perfume no ar

Mas agora vem

Me aquece

Bem me esquece vira 

Poema potente

Feito poeta fuzilado

No muro da Andaluzia

Anda luz me alumia

Que é madrugada

E o sereno molhou

Felicidade 

arma quente nas tuas mãos..

Queres ainda?

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Sem fugas


 Mas... 

tenho em minhas mãos

Cabelos, nuca, boca...

Entro devagar  decisivo

Demoro no ponto

Aprecio 

o que sinto

me delicio

Com teus sons

Que me encantam

Como ondas 

Em noite de ventania

Vão crescendo

Batendo nas rochas melodias

de prazer

as descobertas vem em fluxos

Perturbadoras


Somos magia

E entrega

Rotas (de fuga)


 Ela corre...

Foge...?

Sumiu...

Onde dorme?

Sonhou?

Uma nuvem dirá, repousa

Quem sabe, nas gotas

Pingam em chuvas

Um temor estrito

Seu humor

A mão ansiosa 

conduz

A fuga o destino

acalma

Líquida no leito

Reduz

Precisa 

traduz

Corre... 

Além de toda

Floresta amazônica

Oceanos lunares 

explosões solares

Até chegar...

Nos espelhos, comigo

No café da manhã

Refletidos

Nus deitados 

Na cama redonda

Do motel


terça-feira, 1 de agosto de 2023

Navegantes da madrugada


Setas cravadas certeiras

em nossas madrugadas 

em que marés estelares vamos navegando?

Bússola esquecida no fundo da gaveta do continente

Sextante teus olhos negros 

as lentes limpas faróis

Leme tuas mãos nas minhas quentes e precisas

Mapas de estrelas desenhadas na pele

Vasculho com voracidade

nas pontas dos dedos

Até encontrarmos

uma baía segura 

águas cristalinas


E o tempo veio nos olhar invejoso desejoso nos receber e dizer:

_ "Sou todo de voces"

Aí valeu

 


 Numa noite fria 

ou no verão

ouvindo aos poucos minhas certezas de menino

ou minhas temeridades de homem

queremos beijos calor rolar pra baixo do sol

meu mergulho nos teus seios tuas ancas

nus por exemplo

nós por exemplo

vibrar os corpos de prazer e atualidade

 tesão é viver hj

tesão é viver o agora

e nada mais