Despido de egos
Saio de mim
sala vazia
Da casa no céu
olhas com espanto
Aura brilhante
Nua também
Será nosso gozo
Trama constante
Acesa vibrante?
Na Pindorama
Entro me perco
Inteiro na selva
Paradisíaca
Dos teus mistérios
Saio de mim
sala vazia
Da casa no céu
olhas com espanto
Aura brilhante
Nua também
Será nosso gozo
Trama constante
Acesa vibrante?
Na Pindorama
Entro me perco
Inteiro na selva
Paradisíaca
Dos teus mistérios
Então
Desperto
Gota de óleo quente
lambendo a pele
lamparina avisa
Sou teu
Amante alado
Mitológico
Livre
sob cadenas
Mortal na tua cama
Preso no sonho cenas
Olho que decifra
susto destino rito
Eros no divã medita
Psi que chora
Bela e só
Seta envenenada
desilusão
Nada espero
Além
Todo sonho
Acaba em realidade
Desfaz
perfume no ar
Mas agora vem
Me aquece
Bem me esquece vira
Poema potente
Feito poeta fuzilado
No muro da Andaluzia
Anda luz me alumia
Que é madrugada
E o sereno molhou
Felicidade
arma quente nas tuas mãos..
Queres ainda?
tenho em minhas mãos
Cabelos, nuca, boca...
Entro devagar decisivo
Demoro no ponto
Aprecio
o que sinto
me delicio
Com teus sons
Que me encantam
Como ondas
Em noite de ventania
Vão crescendo
Batendo nas rochas melodias
de prazer
as descobertas vem em fluxos
Perturbadoras
Somos magia
E entrega
Foge...?
Sumiu...
Onde dorme?
Sonhou?
Uma nuvem dirá, repousa
Quem sabe, nas gotas
Pingam em chuvas
Um temor estrito
Seu humor
A mão ansiosa
conduz
A fuga o destino
acalma
Líquida no leito
Reduz
Precisa
traduz
Corre...
Além de toda
Floresta amazônica
Oceanos lunares
explosões solares
Até chegar...
Nos espelhos, comigo
No café da manhã
Refletidos
Nus deitados
Na cama redonda
Do motel
em nossas madrugadas
em que marés estelares vamos navegando?
Bússola esquecida no fundo da gaveta do continente
Sextante teus olhos negros
as lentes limpas faróis
Leme tuas mãos nas minhas quentes e precisas
Mapas de estrelas desenhadas na pele
Vasculho com voracidade
nas pontas dos dedos
Até encontrarmos
uma baía segura
águas cristalinas
E o tempo veio nos olhar invejoso desejoso nos receber e dizer:
_ "Sou todo de voces"
Numa noite fria
ou no verão
ouvindo aos poucos minhas certezas de menino
ou minhas temeridades de homem
queremos beijos calor rolar pra baixo do sol
meu mergulho nos teus seios tuas ancas
nus por exemplo
nós por exemplo
vibrar os corpos de prazer e atualidade
tesão é viver hj
tesão é viver o agora
e nada mais