Catei uma estrela cadente
no meio dos teus cabelos
comi com sabor de infante
desejo do meio do dia
cantei suave no ouvido
uma toada dolente
prá surpreender alma e corpo
com meu poema indecente
peguei no ar tua dúvida
deitei no leito do rio
prá correnteza dos gozos
lavar os teus medos vadios
No centro da mata espessa
encontrei num raio de sol
forte olho verde água
banho igarapé me sacia
mirar encanto delícia
doce melado lambe
amora amada seios
vermelho-pitanga dengosa
Suco de manga
Delírio
molha na sanga
meu sonho
Me ensinas teus teares de aranha
eu te ensino a me amar
eu te ensino a me amar
Aí te mostro os ideogramas
e tu revela uns segredos de mulher
e tu revela uns segredos de mulher
Penas de papagaio como vestes
brincos de penas de pavão
brincos de penas de pavão
Fazer o novo país
criar os novos deuses na Terra
criar os novos deuses na Terra
Sentada nas minhas coxas rindo
vendo o dia vermelho
No por de sol indo
vendo o dia vermelho
No por de sol indo
Apaixonada por si pelo tempo
que demora
como beijo molhado
que demora
como beijo molhado