Me pediste com tua voz de jazz :
_Mostre-me o amor.
Mestres manejam
Com destreza
Palavras dúbias
Nada terás
Além
Notas azuis
Audiência indiferente
E tua voz
De cantora de cabaré
Me pediste com tua voz de jazz :
_Mostre-me o amor.
Mestres manejam
Com destreza
Palavras dúbias
Nada terás
Além
Notas azuis
Audiência indiferente
E tua voz
De cantora de cabaré
Onde encaixo o fragmento? Partes iguais ou caos? Lembrar sonhos ou qualificar valor ao presente? Dizer o que sinto revelar meus medos ou tomar a coragem em meus braços e beijá-la ardentemente? Escrevo letras de sangue com espinhos das roseiras do jardim...
devidamente regadas com lágrimas salgadas...
Porque ainda
me apaixono?
Lembro teu cheiro
amoras silvestres
em céus de primaveras
Não
Os cadáveres caem
ao nosso lado
Sorridentes
O gosto de sangue
brota dos lábios
Terá ventura
mouro apátrida?
Parada destino rumo?
Amores abandonados
Trocados por firmamentos?
Seguirá passos incertos
por futuros sombrios?
A resposta
minha doce menina...?
Ao mar
Às espumas do mar
Correnteza
Leva e traz
Olhas em volta
Capta
meus gestos
Ouve
os silencios
Olha
as janelas abertas
arábicas orientais
Emoldura turquesa
Escultura encantada
Lês minhas mãos cansadas
As linhas
Teu traço
Traduz
Me chamas
No meio da rua
E vou
Na correnteza
So my name now
Turns real a blues
Fustigated song art
of my dreamer faerie
save my soul dry a tear
with your tongue in ink
In the sky
now I won
The sad sunset of yesterday
'cause lost friends
live in my eyes
ever and ever
Aos corpos cansados
do trabalho e do amor
o justo salgado poema
Suor
Voz
Aos meus ouvidos
Saem das palavras aladas
Um relampiar