Quais temores te assolam?
Quais perdas choras copiosa e intermitentemente
a irreparalidade?
Que mágoas buscas anestesiar
no vinho e no ópio?
Que culpas carregas
por não saberes
ou não conseguires amar?
Por que a indecisão e a inveja
te derrubam, insistentes, ao chão?
Que desesperos e iras cultivas
quais flores do mal?
Cobiça, Luxúria e Devassidão,
são tuas companheiras inseparáveis,
tuas esposas, amantes e concubinas?
Que contratos assinastes com sangue,
que agoras não consegues rasgar,
pois te julgavas mais brilhante que o destino?
Por que procuras lugares lúgubres,
se sabes que pertences a LUZ?
Rende teu corpo, tua vontade,
entrega tua alma, tua mente,
pula no desconhecido
AGORA!
Posto que arderás,
ad infinitum,
na chama perene da sabedoria,
no fogo eterno da consciencia,
na pira do auto-conhecimento!
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