quinta-feira, 31 de março de 2011

chuva atômica

Mulheres nuas
se amam em fogo
vigiadas pela morte
eterna amante humana
ternamente amena
violenta explosão nuclear
o lobo dilacera o coelho
que morre de tanta tesão
rolando pelo campo verde 
manchando a vegetação
o fim do ciclo:
_ É agora!
Ouroboros
duas serpentes famintas
pavor ingênuo desejo
horror ansiado da presa
inevitável momento
da glória

rompimento dos reatores
inundando teu peito
jatos quentes espessos
já não há mais 
tempo

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