Noite de março
chuva
na ilha
jogamos ao chão do futuro
as novas sementes
do Amor
notas musicais
beijos molhados
regamos com gotas
de Prazer
Lágrimas e Suor
de Amantes
E belos raios de Tempestade
beira-mar
sal alecrim
engenhamos na rede
risadas e carícias
Sós no Grande Salão
antes da chegada
do piano
vigiados por velhos rádios
e figurinos de guerra
as raízes do porvir
oramos em silêncio
olhando dentro dos olhos
de nossa proscrita Paixão
além do tempo
onde nascem os frutos ricos
Do Adeus
E sempre
Que colherem as alegrias
dos encontros
lembrem
Criamos aquilo que somos
Nas danças sagradas
dos corpos celestes
dos engenheiros loucos
Indirigíveis
Do Engenho do Zé
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