quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Café?

Chega com os ventos 
da primavera 
me desnuda certeza vai ligeira flor caída na correnteza derrama cerveja na mesa e me beija sabor voracidade e calor
E a manhã descobre que o sol não veio que peguei teu seio e nem notaste 
o segredo que esqueci 
na gaveta esquerda do peito
Crua maneira pois genuína única acerta entre os olhos e a boca vermelha me suga devora o medo cura com desejo a ferida acorda querida sonho da razão
Grato me entrego aguardo refrega rolar contigo no chão graça compus partitura baião volúpia menina gira nos compassos lentos da melodia mudrás bailarina nua lança seus sortilégios 
Me vejo rindo sozinho vasculhando a memória recente as mãos incandescentes percorrem os caminhos que escondem teu/meu destino

Minha sina meu desespero meu tesão minha maldição escrevo nas paredes brancas com carvão o que sequer ousas pensar mas queres sem pestanejar




Palavra na boca mistério e veneno de víbora fruta madura explode nos dentes escorre jato perfumado suco

a dança das palavras
Doidos dementes malucos mas juntos aprendem na saliva nau a deriva náufragos perdidos na selva dos teus pelos
Mordo tua nuca e foi demais os encantos os dois animais querendo mais de uma noite que apenas virou outro dia
Hoje falo com as pontas dos dedos e persigo o cheiro no canto da sala da casa velha enquanto espias meus movimentos do teu posto imediato 
de visão




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