sou
o que sou...
um poeta triste...
desiludido solitário
palmilhador de ruas noturnas
que acaricia
os forros dos bolsos vazios das calças...
porque
jamais serei o mesmo...
depois que conheci
o gosto da tua boca...
o cheiro matinal do teu corpo...
tuas lágrimas
que rolam quietas
como pássaros
que deixam os ninhos...
os raios de sol
das manhãs do verão...
as cores
que te vestem hoje
e já não posso ver
mas te ví...
e já não somos dois...
mas UM!
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